É claro que eu ia gastar uma grana forte por causa disso. Assisti a 3 shows, 2 em São Paulo e 1 no Rio. Escolhi o primeiro de SP como o melhor mas poderia ser qualquer outro, eles se equipararam. Foi bem legal conhecer os gringos que vieram da Inglaterra, Alemanha ou EUA só pra acompanhar o New Order, nada como ter dinheiro e tempo de sobra. Escrevi uma pequena resenha que saiu no GloboOnline, e vou deixar ela aqui (lá eles editaram a minha “assinatura”) como uma tentativa de descrever tudo que rolou. Não será um relato fiel, mas nada seria.
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Eles perderam o controle
por Igor Cerqueira *
Na noite passada, o Rio de Janeiro foi palco da despedida do New Order das terras brasileiras. Sem tocar por aqui desde 1988, foi na cidade que se encerrou a turnê que já havia passado por Brasília, Belo Horizonte e São Paulo. O local foi uma casa novinha em folha (aliás, tão nova que nem parece que está pronta ainda, a sensação geral era de que a construção do Vivo Rio ainda não acabou). Peter Hook, o baixista que como de costume seria o dono da noite, conversava tranquilamente com o tecladista Phil Cunningham na imensa varanda da casa de shows e quase não foi notado por quem entrava. Do lado dentro, porém, a história foi outra.
Foi o meu terceiro show dessa turnê, e depois de acompanhar as duas noites em São Paulo, torcia para que na minha cidade o show fosse tão bom quanto. Como sempre quem abre a noite é Crystal, sucesso da “nova fase” da banda e lançada no disco Get Ready, de 2001. Percebo que a platéia carioca não fará feio e a animação mantém o nível dos outros shows da turnê. Hits de diferentes épocas “Regret” e “Ceremony” são enfileirados provocando desde delírio até surpresa, para uma platéia que custa a acreditar que finalmente está assistindo aos senhores de Manchester em sua casa.
O primeiro momento Joy Division da noite vem com These Days (o lado-B de Love will tear us apart) e o clássico Transmission onde todos berram “Dance to the Radio!”. As canções do disco novo também estão lá, deixando uma reação mais modesta para “Krafty” e “Waiting for the Sirens Call”. A partir de então, a banda tem a audácia de tocar uma série de hits que fazem parte da história do pop-rock nas ultimas décadas. A linda “Your Silent Face” (que no setlist vem escrita como “The Kraftwerk One”) é seguida por uma seqüência matadora de “True Faith”, “Bizarre Love Triangle”, “Temptation”, “The Perfect Kiss” e “Blue Monday”, sem tempo para respirar entre cada uma e simplesmente lavando a alma de todos os presentes.
No primeiro bis da noite, temos o segundo momento Joy Division onde Bernard Sumner anuncia erradamente a angustiante “She’s Lost Control” como “He´s lost control” (fazendo com que eu suspeite que ele falava de mim). A banda ainda toca a linda “Love Vigilantes”, que só havia aparecido no show de Brasília fazendo a escaleta arrebentar em microfonias os ouvidos de quem lá estava. Antes de ir embora de vez eles retornam para um mágico encerramento com a grande música escrita por Ian Curtis e cujo título até hoje está gravado em sua sepultura. “Love will tear us apart” é recebida com uma alegria que pouco combina com a tristeza de sua letra e arranjo, mas é o final perfeito para uma noite que há 18 anos não acontecia no Rio de Janeiro.
* Igor Cerqueira pegou a baqueta que Peter Hook usou em Blue Monday, mas não vai ficar chateado se você não acreditar.
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A matéria ficou ótima!
Parabéns!!
eu acredito que você pegou a baqueta! Eu pedi emprestada para tirar foto
Sim. Joana, fui eu mesmo!
Eu também acredito! Fui eu que bati a foto da Joana com a baqueta! hahahaha
Muito legal!
Legal senhoritas, Apareçam sempre [=
Ficou muito bacana teu relato, Igor. E a matéria no Globo, tão boa quanto! Esses shows do NO foram mesmo inesquecíveis. Eu que só vi no Rio já fiquei surtado, imagino quem tenha visto mais de um:)
Abração!
[...] mais triste que seja, nada como não ser emo e poder curtir a nostalgia sem cortar os pulsos. Turnê do ano passado, sem dúvida o melhor momento. A volta em 2001. Os dias solitários em São Paulo quando eu [...]