
O guardian faz uma breve e interessante história dos ‘mosh-pits’ (as saudosas ‘rodas’ nos shows de rock, em bom português). Tem vários vídeos mostrando diferentes tipos de rodas, sendo que eu não vi todos porque a conexão aqui é uma merda com um copo de cajú.
Nesses tempos em que as bandas de rock estão cada vez ‘pra dançar’ (o que é ótimo, que fique claro) a arte do ’slam dancing’ (o famoso ‘pogo’) vai ficando mais restrita. As rodas são uma excelente descarga de adrenalina e provavelmente o único lugar onde as pessoas podem sair na porrada com camaradagem e sem violência, por mais paradoxal que isso seja (salvo aquelas onde pitboys e afins se fazem presente). Tentei puxar pela memória a última roda da qual participei e creio que foi no show Pennywise+Bad Religion em São Paulo em 2005 (ou seria 2004?). Aliás, as rodas mais memoráveis da minha vida foram nos shows do Bad Religion, me lembro com carinho de um show em 2001 no Metropolitan relativamente vazio onde a roda estava absurdamente grande e selvagem, merecendo inclusive elogios do Greg Graffin.
Não duvido que nos próximos anos volte a ser cool novamente sair na porrada nos shows de rock. Provavelmente a minha época para isso já passou, mas eu tenho uns primos que andam ouvindo umas coisas estranhas tipo NXzero e aprenderão muito com uma boa e velha ‘roda’.
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