Nem leia se quiser evitar spoiler
A terceira temporada de Heroes voltou essa semana e me trouxe um grande alívio. Não preciso mais me preocupar em baixar essa merda. Obrigado Tim Kring, mas tem muita série maneira por aí pra eu perder tempo com a sua.
Heroes teve uma primeira temporada bem redonda (exceto o final). Uma trama bem escrita que procurava cativar a audiência que estava entusiasmada com o novo tipo de narrativa que Lost popularizou. Entenda-se por ‘nova narrativa’ esses novos shows que contam uma grande história ao longo de vários episódios, sempre com muitos mistérios e questões a serem respondidas. Tim Kring nos fez acreditar que tinha um plano, que sabia onde estava nos levando. Pois é, não cola mais.
O primeiro sintoma que o angú desandava veio no fim da primeira temporada. O duelo Sylar x Peter Petrelli foi uma brochada homérica. Na segunda temporada eu mesmo me neguei a acreditar que estava tudo uma merda. Tentei botar a culpa na greve dos roteiristas, o que de fato prejudicou a série mas o buraco já era mais embaixo.
Agora, com essa terceira temporada em que o indiano, da maneira mais forçada do mundo, desenvolve um soro em que transforma todo mundo em super-herói, eu vi que é hora de abandonar o barco. Num insight totalmente frouxo ele desenvolve a tal fórmula em 5 minutos, fica fortão e logo vem o gancho sugerindo que todo mundo vai ter poder agora. A lista de furos vai longe (viagens no tempo forçando a barra, mistérios idiotas envolvendo símbolos, etc)
True Blood está muito mais interessante, falarei mais a respeito. E a 5a. temporada de ‘The Office’ estréia hoje.
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